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Trechos retirados do diário de pesquisa de Kintas, O Alquimista.

“Dia 21 da expedição alquímica Nº 817.

No interior do Reino de Tollon, 4 dias ao norte da última vila, encontramos um estranho espécime, aparentemente nunca antes registrado. Ao anoitecer, próximo da hora de montar acampamento, o samurai da expedição, Nomu-ro, que cortava lenha reparou a presença de diversas Lotus negras um pouco a leste do acampamento e, seguindo a minha recomendação de não se aproximar demais de nenhum organismo desconhecido, ele logo retornou para o acampamento para notificar-me. Mesmo interessado, uma inspeção noturna foi considerada arriscada, visto todas as criaturas que encontramos desde adentrar a floresta até o ponto em que estávamos, porém a equipe concordou em analisar os resultados pela manhã. Não é comum encontrar plantas de tal coloração, espero que finalmente reconheçam minha contribuição para a alquimia Artoniana.

[…]

Dia 22 da expedição alquímica Nº 817.

A inspeção da região com as plantas desconhecidas deu-se nas primeiras horas da manhã, logo após o desjejum. Encabeçados por Nomu-ro, alcançamos a localidade que, para a minha surpresa, era uma planície seca (odeio ter que explanar sobre questões técnicas com a equipe de campo, lótus crescem em ambiente aquático, não em planícies). A primeira coisa que capturou minha atenção foi uma estranha aura mágica, apesar de tênue, saindo daqueles exemplares raros; em seguida a cor das pétalas das flores, negras tal qual uma noite sem luar, e; a ausência de animais próximos, denunciando algum tipo de veneno naquelas plantas. No entanto, por alguma razão que desconheço, Pena Amarela (pelo menos como a equipe decidiu chamar o druida sem nome que nos acompanhava), em um ato de irresponsabilidade, correu até as flores e, antes que pudéssemos fazer alguma coisa, tocou uma daquelas belezas claramente perigosas. Uma pequena nuvem levantou da flor junto com um grito que misturava agonia e dor, a equipe o carregou com cuidado até o acampamento. Ainda farei análises no local de contato, parece ser algum tipo de toxina extremamente forte.”

A Flor de Kintas (erroneamente conhecida como Lótus de Kintas ou também Lótus da Morte) possui um pólen extremamente venenoso, apenas tocá-lo causa uma reação em tecidos biológicos, corroendo-os totalmente (8d8 de dano de ácido) e causando a infecção Morte Negra (FORT 20, anula o avanço temporariamente) que gangrena lentamente a partir do ferimento, se não tratado causará a morte (sobrevida varia de acordo com tempo e local de exposição).

“O almoço parece não ter me caído muito bem, talvez efeito do choque ocorrido pela manhã, mas mesmo assim fui chamado para tratar do ferimento de Pena Amarela. O local de contato assumiu a mesma cor das pétalas da flor e passou a exalar um cheio nauseante. Lentamente a mancha negra crescia, saindo da mão e indo até metade do antebraço; os tecidos tocados pela mancha aparentavam pútridos, mesmo assim não havia um traço de veneno. Espero que possamos salvar o infeliz, não gostaria de perder o nosso guia em tais ermos.”

Quando destilado, a toxina da Flor de Kintas passa a causar 8d12 de dano de ácido, ainda sendo aplicado por contato. Porém, quando filtrada de forma correta, pode tornar-se o maior antídoto conhecido, curando todos os tipos de doenças e infecções (mesmo as mágicas), incluindo Podridão da Múmia e Morte Negra. Por motivos desconhecidos, ela não desenvolve os bulbos com pólen venenoso quando plantada. Quando encontrada em estado natural, emana uma aura tênue de magia.

“Dia 23 da expedição alquímica Nº 817.

Fomos acordados ainda de madrugada pelos gemidos do guia, a mancha já alcançava quase o meio do braço. Ela avançava visivelmente, devorando a carne que lhe restava daquele membro, junto com uma febre que o fazia alucinar e, entre um grito de dor e outro, ele pedia desculpas para nós e blasfemava contra sua deusa, questionando a existência de tal monstruosidade na natureza (usando apenas frases repetitivas), indubitavelmente, o efeito da toxina causa dor intensa contínua (talvez afete as faculdades mentais). O grupo expedicionário reuniu-se e decidimos tentar uma amputação, caso não resolvesse tentaríamos confortá-lo ao máximo até a sua eminente morte.”

A Morte Negra só pode ser curada com a magia Remover Maldição, Desejo ou Milagre. Qualquer membro perdido para efeitos de Morte Negra não pode ser recuperado a não ser com o uso das magias Desejo ou Milagre.

“Dia 25 da expedição alquímica Nº 817.


O Panteão seja louvado! Nomu-ro conseguiu salvar nosso guia incompetente, a amputação parece ter impedido o espalhamento da doença, há 2 dias temos noites tranquilas e não houve nenhum indício de que a doença continuou a espalhar-se em Pena Amarela. Devido a temores maiores, eu mesmo me vi obrigado a coletar diversos espécimes hoje, também tomei cuidado de levar o braço parcialmente dissolvido de nosso amigo para possíveis pesquisas. Partiremos o mais rápido o possível para a Academia Arcana, preciso de um laboratório de alquimia decente para concluir as análises.”

As poções, tanto venenos quanto antídotos, podem ser “desenergizadas”, concedendo ao conjurador que fizer o ritual 3 PM (ou até magias de nível 3 previamente memorizadas) ao custo de destruir a poção. Estes rituais são observados de perto por pesquisadores na Academia Arcana ou médicos da Escola de Médicos de Yuton por não terem os efeitos totalmente conhecidos.

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