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Dia 66

A viagem transcorreu de forma bastante pacata. Além das ocasionais brigas entre Sera e Marsden, a manha transcorreu sem grandes acontecimentos. Me pergunto quanto tempo mais vai levar para Marsden perceber a idiotice que é continuar brigando por Sera ter roubado seu bolinho estúpido. Já se passaram três dias e ele não parece perto de superar.

Perto do meio-dia uma chuva fraca e constante começou a cair, como é tão comum nesta região. Gostaria de passar um dia sem as roupas grudando em minha pele, mas esta área parece ter sido criada pelos deuses com a intenção de encharcar qualquer um que passe por aqui.

 

As vezes gostaria de voltar para casa. A viagem é cansativa e, apesar das belas paisagens, estou começando a repensar se realmente vale a pena tanto trabalho e tantos riscos apenas para compor uma música sobre um grupo de aventureiros. Espero não estar errado sobre toda essa história de me aventurar, mas mesmo que esteja, não posso mais voltar atrás.

Pelo menos aqueles dois finalmente desistiram das brigas e tivemos sorte de encontrar uma pequena caverna para passarmos a noite. Nem consigo descrever quão feliz estou com a perspectiva de uma noite protegido da chuva e do vento. Faltam poucos dias de viagem para chegarmos ao nosso destino. Apenas espero que amanha não seja tão entediante quanto as ultimas semanas.

Era de se esperar que com mais de dois meses de viagem eu já teria me acostumado com a ideia de que uma aventura é composta de dias e mais dias de tédio entrecortados por algumas horas de diversão e um ou outro desafio ocasional. Mas não deixa de ser frustrante passar mais uma noite sem acontecimentos novos para transcrever em minha música.

 

Dia 67

Finalmente um pouco de aventura! Antes de abandonarmos a caverna, Lexter sugeriu uma pequena exploração e encontramos uma porta escondida. Aparentemente, há um túnel atrás dela, que leva até uma especie de covil ou laboratório.

Conseguimos enxergar alguns objetos estranhos no fim do corredor. Estamos nos preparando para adentrar o local agora e descobrir o que há por la. Espero que encontremos algum tesouro e, quem sabe, alguns inimigos. Talvez assim eu seja capaz de avançar um pouco mais o meu trabalho como bardo e pare de ser apenas um acompanhante inútil.

 

Nunca pensei que iria dizer isto, mas fico feliz que Marsden esteja conosco. O local parece ter servido de laboratório para algum tipo de necromante e estava infestado de mortos-vivos. Teria sido muito mais difícil lidar com todos eles sem os seus poderes divinos.

A boa notícia é que encontramos uma sala com vários tesouros. Mas não seremos capazes de lidar com todos as criaturas que estão la dentro em nosso estado atual. Sera queria esgueirar-se e investigar a sala, mas é perigoso demais (tanto por ela poder morrer, quanto pelo fato de que, provavelmente, ela usaria esta oportunidade para surrupiar alguns bens para si mesma).

O lado positivo é que eles não parecem se importar com o que acontece fora da sala, então iremos montar turnos de vigia e passar a noite aqui. Amanha, descansados, mataremos (se é que se pode matar um zumbi) todos e pegaremos os tesouros.

 

Dia 68

A noite foi tranquila, apesar da dificuldade em dormir com todos os gemidos e barulhos que as criaturas faziam. Não consigo compreender por que alguém reanimaria os mortos dessa forma. Pelo menos acabaremos com tudo agora e, com sorte, voltaremos ricos.

 

Algo estranho aconteceu. Após livrarmo-nos dos mortos-vivos, enquanto vasculhávamos os tesouros, encontramos um vaso estranho. Tinha um rosto sorridente e assustador entalhado nele e produzia sons que lembravam um gargalhar baixo e constante. Quando nos aproximamos, ele lançou um gás escuro e fedorento em nossa direção.

Agora mal tenho forças para seguir escrevendo. Os efeitos daquele gás foram devastadores. Em poucos minutos eu sentia uma embriaguez, apenas mantendo minha consciência devido às dores terríveis, que faziam parecer como se meu corpo estivesse sendo rasgado de dentro para fora.

Ainda assim escrevo, na esperança de que alguém encontre este diário e possa dar uma utilidade ao mesmo. Meu grupo já pereceu faz algum tempo e temo que logo será minha vez. Portanto, deixo apenas este aviso:
FIQUE LONGE DO VASO RISONHO

 

 

Sobre o Item
Este vaso com um rosto rústico entalhado em relevo parece apenas um item curioso que se poderia encontrar em laboratórios de necromantes ou mansões de nobres excêntricos; porém, quando um Humanoide aproxima-se a até 3m dele sem pronunciar as palavras mágicas corretas, ele expelirá um gás escuro e fétido que transmite Podridão da Múmia para o invasor. A partir de 3m o gás está rarefeito o suficiente para deixar de transmitir a doença.

Quem estiver dentro da fumaça deverá fazer um teste de Fortitude (CD 20) para não ser contaminado; os constantes risos que se originam dentro do vaso causam dor ao ouvido de quem estiver a menos de 1,5m do mesmo, aumentando a CD do teste em +2. Caso alguém seja contaminado e sua Constituição zerar (devido a doença ou outro efeito), essa pessoa se levantará como um morto-vivo controlado por quem construiu o vaso.

Utilizado comumente como armadilhas (Percepção CD 18) em covis de arcanos malignos, os vasos podem ser destruídos quebrando-os (CA 6, RD 2, PV 10) ou purificando o seu interior com as magias Remover Maldição e Remover Doença.

Aura Tênue. Criar Item Maravilhoso, Praga, Permanência. Cadáver de um humanoide torturado até a morte. 2500 TO.

Bibiano
A narrativa constrói a realidade.

Um comentário em “Novo Item para Tormenta RPG – Vaso Risonho

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