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ATENÇÃO: ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS DOS GRANDES!

Fala pessoal, aqui quem está falando é o Bugre! E hoje estou aqui para começar uma série de resenhas dos consagrados romances de RPG do cenário de Tormenta. A saga, conhecida como “trilogia da tormenta”, foi escrita por Leonel Caldela e conta com os volumes 1, 2 e 3, respectivamente: O Inimigo do mundo, O Crânio e o Corvo e  O Terceiro Deus. Neste primeiro artigo vou tratar apenas do primeiro romance, O Inimigo do Mundo.

A proposta da trilogia inteira é contar como o invasor aberrante que dá nome ao cenário chegou até o mundo de Arton. Para tanto, o primeiro livro se inicia com a grande responsável dos incidentes que despertaram o interesse dos Lefou por Arton: Glórienn, a Deusa dos Elfos. A Deusa tem vivido em profunda agonia desde a derrota de seus filhos pelas hordas monstruosas de Ragnar. Sem mais conseguir aguentar a dor, ela decide se vingar do mal causado pelos Goblinóides trazendo um mal ainda maior. Um mal capaz de destruir a aliança negra. Péssima ideia.

Glórienn convence Tanna-Toh, e gradativamente outros deuses, a não interferir na chegada da raça alienígena enquanto um certo grupo de aventureiros se encarrega do resto. Este grupo, conhecido como “O Esquadrão do Inferno”, é um tanto grande para os padrões tradicionais das aventuras de RPG, contando com 9 integrantes. Mas cada um deles desempenha um papel essencial na trama tecida por Caldela, seja como um herói, vilão ou mesmo ambos. São eles: Vallen Allond, guerreiro humano e líder do grupo; Elisa Thorn, ranger humana e amante de Vallen; Nichaela, meia-elfa samaritana de Lena; Artórius, minotauro clérigo de Tauron; Andilla Dente-de-Ferro, humana bárbara; Gregor Vahn, humano paladino de Thyathis; Ashlen Ironsmith, humano ladino; Masato Kodai, humano samurai e Rufus Domat, humano mago.

O Grupo, com exceção de Kodai, já se conhecia e se aventurava na esperança de algum dia se tornarem aventureiros famosos, daqueles sobre os quais os bardos escrevem canções. A aventura que cai em suas mãos é, aos seus olhos, a chance que eles estavam esperando para conseguir tudo o que desejavam. Para se tornarem verdadeiros heróis. Para isso eles deveriam perseguir e matar um humanoide cuja característica mais marcante era a pele albina. Esta criatura havia assassinado dezenas de pessoas em um pequeno vilarejo no reino de Petrynia, onde os aventureiros pegam a missão, e então fugira deixando uma trilha de sangue fresco para trás.

A caça ao Albino toma diversos capítulos do livro levando os heróis através de muitos dos reinos de Arton e aventuras incríveis. Durante a viagem os personagens são aprofundados de uma maneira rara de se ver na literatura fantástica. Em pouco tempo não conseguimos deixar de nos contagiar pela personalidade de Vallen, pela força de Elisa, pela delicadeza de Nichaela, pelas piadas de Ashlen e, é claro, de sentir raiva de Rufus. Caldela trabalha extremamente bem, não só as relações entre os personagens e a trama em si, como também o próprio mundo de Tormenta, que é tão vivo nos romances quanto o esperado de um cenário de RPG.

O primeiro volume da trilogia é feito de maneira a ter um fim em si próprio, pois os donos do cenário não sabiam se a resposta seria positiva o suficiente para que os outros romances fossem escritos. Felizmente para nós leitores, os outros volumes foram escritos e publicados e falarei sobre eles nos próximos artigos. Espero que curtam a resenha! E lembrem-se, se decidirem comprar o livro a Nerdz é o lugar certo! Não se esqueça de dar uma olhada também no nosso Padrim, nos apoiando com mais de R$ 10,00 você ainda ganha um cupom de 10% de desconto na sua primeira compra na Nerdz! É bom demais pra ser verdade! Por hoje vou ficando por aqui, até semana que vem!

.— Eu te amo — disse Vallen.
— Eu também te amo — disse Ellisa.
Que se registre isto, pois foi a coisa mais importante que disseram em suas vidas.

Eduardo
“É por isso que as histórias nos atraem. Elas nos dão a clareza e a simplicidade que faltam a vida real.”

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