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Fala, pessoal! O post de hoje vai ser um pouco diferente do que vocês estão acostumados a ver por aqui. Com as aulas da faculdade recomeçando, algumas coisas aconteceram e resolvi falar brevemente sobre isso (até porque não deu tempo de trazer outro conteúdo para hoje :v).

Não é minha intenção aqui entrar em assuntos profundos, mas apenas divagar sobre alguns temas que possam ser interessantes. Pois bem, chega de introdução. Tenham uma boa leitura!

Muitas vezes, perguntam-me como faço para escrever minhas narrativas. A resposta curta é: não sei. Sério, não faço a mínima ideia. Entretanto, após ouvir essa pergunta novamente, semana passada, coloquei-me a refletir sobre o assunto e percebi alguns pensamentos interessantes.

Antes de qualquer coisa, não vou falar aqui sobre como escrever bem ou sobre questões técnicas. Primeiramente, porque não me considero um bom escritor; mas, até mais do que isto, porque não cheguei à conclusão alguma sobre estes tópicos. Pode-se dizer que este texto de hoje é apenas uma divagação sobre como o processo funciona para mim, que pode ou não ajudar alguns de vocês. Note-se, também, que quando falo sobre a narrativa e a escrita, não me refiro apenas ao texto escrito de fato, pois também faço uso destes mesmos princípios ao pensar ou mesmo improvisar uma aventura de RPG. Agora, chega de enrolar e vamos ao que interessa.

A primeira coisa a se ter em mente ao iniciar uma narrativa é sobre o que você quer falar. Escrever, seja uma história ou qualquer outra coisa, é falar sobre algo. Nem sempre sabemos expressar o que queremos, mas o importante é deixar a narrativa fluir que, hora ou outra, encontramos uma linha; um rumo ao qual seguir. Sendo assim, decida qual o tópico a ser tratado e fale sobre, seja ele qual for.

Muitas vezes, uma história fala sobre os eventos que aconteceram na vida do autor; noutras tantas, são apenas ideias criadas na cabeça do mesmo, durante algum momento de tédio ou outro qualquer. Você pode basear-se em sonhos que tenha tido, outras histórias que tenha lido ou ouvido, ou mesmo apenas começar tudo aproveitando um único conceito que tenha em mente.

Existe um efeito, entretanto, que me ocorre com bastante frequência, quando a história já está mais avançada. Às vezes, é como se a história tomasse um rumo próprios, sobre o qual não tenho controle; como se os personagens criassem vida e declarassem suas vontades. Pode acontecer que, por mais que você tenha em mente um objetivo e tente alcança-lo, ele simplesmente acabe sendo jogado fora em nome de uma linha narrativa mais coerente. É importante perceber esses momentos e respeitá-los, para que o texto não se torne algo artificial.

Por fim, gostaria de discorrer brevemente sobre aqueles que negam serem capazes de escrever, bem como aqueles que falam que escrever sobre fantasia é inútil e irrelevante. Aos primeiros, gostaria de dizer que todos são capazes de escrever, basta fazê-lo. Pode não ser fácil, a princípio, mas com o tempo, o processo torna-se mais intuitivo e, portanto, mais fluído. Já aos segundos, deixo aqui o recado de que escrever é falar sobre experiências. Experiências que são reais à alguém. Dessa forma, mesmo a fantasia mais absurda têm seu fundo de verdade; seja esta para o autor, o leitor ou mesmo aos personagens da história. Toda narrativa é uma experiência real.

Bom, com isso acabo esta divagação, esperando apenas que possa ter sido de algum interesse a quem ler. Certamente, foi-me um processo bastante intrigante pensar sobre esses temas e, se este texto tiver ajudado alguém de alguma forma (que seja apenas despertando a curiosidade), já sinto que obtive algum sucesso.

Por fim, informem ai nos comentários se gostaram deste tipo de conteúdo e se teriam interesse por mais posts do gênero no futuro. Não se esqueçam de se inscrever em nosso canal, nos acompanhar nas redes sociais e nos apoiar no Padrim. Até a próxima!

Bibiano
A narrativa constrói a realidade.

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